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6 de novembro de 2013

Billboard dá nota 82 ao "Avril Lavigne".

O Avril Lavigne foi lançado ontem (5), e o site da Billboard publicou uma review sobre o novo álbum de Lavigne, comentando cada música do disco.

Não faltam elogios à canadense, na crítica que recebeu da Billboard. A nota pelo novo álbum, foi 82, maior nota já dada pelo site a um álbum de Avril: Under My Skin, The Best Damn Thing e Goodbye Lullaby receberam as notas 70, 70 e 69, respectivamente.

Leia a review traduzida abaixo:

Spoiler
“Primeiro gosto, parece com mel, você é tão gostoso, mal posso esperar por cada segundo, porque é tão divertido”, é um dos versos da música “You Ain’t Seen Nothing Yet” que está no novo álbum auto-intitulado de Avril Lavigne. Apesar de ser um refrão meio fácil de enjoar, se você olhar além disso, vai ver que é uma ótima música pop. De Sk8er Boi à Girlfriend, passando pela subestimada What The Hell, Avril sempre lançou músicas pop que desafiam a apreciação, arrepiando adolescentes com o refrão “Hey, hey! You, you! I don’t like your girlfriend,” e desconsiderando a arte com um refrão substancial. A verdade é que Lavigne sempre foi muito boa nisso – desde quando ela começou a cuspir o refrão polissilábico de Complicated, Lavigne tem ficado na sua, lançado álbuns agradáveis a cada 3 ou mais anos e mantido sua imagem e sua integridade intactas. Para alguém que sempre foca nas irresponsabilidades da juventude, Lavigne provou ser uma das personalidades mais notáveis da música mainstream; seu compromisso em nos conceder hinos imprudentes é quase obrigatório.

Há muitas coisas novas em “Avril Lavigne” – começando com a notável presença de seu marido Chad Kroeger, do Nickelback, que escreveu a maior parte do álbum e faz uma participação com a cantora na música “Let Me Go”. Há uma nova gravadora, Epic Records, que colocou Avril para trabalhar junto com L.A. Reid, que deu uma impulsionada na carreira da cantora quando ela começou. Mas a maior parte das novidades fica por conta dos temas que tratam de tudo que uma pessoa de 29 anos pode amar. Não há tentativas de crescimento, mas em contra partida, há “Here’s To Never Growing Up”, single líder do novo álbum, além de um chute no balde chamado “Bad Girl”, com participação de Marilyn Manson, “Bitchin’ Summer”, que fala o quão bom o próximo verão será e “Falling Fast”, uma canção de amor que poderia ser a trilha sonora de vários bailes de primavera.

Apesar do tema principal, as letras nunca foram tão bem escritas e diferente do “Goodbye Lullaby, de 2011, que nos apresentava uma Avril que parecia estar insegura de si mesma, a cantora se mostra em pleno controle aqui. Quando ela conclui aquela linha de “You Ain’t Seen Nothing Yet” com “Third base, I’m headed for a home run/Don’t stop baby, don’t stop baby now”, ela tenta deixar as falas saírem do modo mais charmoso que existe. É válido dizer que, com certeza, ela consegue.

1. Rock N Roll: O segundo single do álbum é uma ótima música para começar o álbum: Bombástica, irônica, mas desafiadoramente ótima de se escutar. Rock N Roll revela seus melhores detalhes: os sons de um solo de guitarra e o verso “Eu nunca vou cobrir aquela tatuagem” – sempre no “repeat”.

2. Here’s To Never Growing Up: Depois de “levantar o dedo do meio” pra quem odeia Rock na primeira música do álbum, Avril faz o mesmo pra inevitável passagem do tempo em Here’s To Never Growing Up, uma música fantasticamente mal criada que ironicamente fica melhor com o passar do tempo. Projetada como uma canção para se cantar ao brindar, a música se deixa radiar e em última análise se torna difícil de resistir.

3. 17: Avril tinha 17 anos quando escolheu as músicas para seu primeiro álbum “Let Go” e parece que agora, com 29 anos, ela olha melancólica para aquela época na faixa intitulada “17”. Como as músicas anteriores, “17” é bem organizada, girando num ritmo constante com dedilhados acústicos e vocais agudos que retratam como é bom ser jovem.

4. Bitchin’ Summer: Vemos aqui Lavigne implorando pelas férias de verão. A música revela sua rebeldia inofensiva. “I’ll pick you up at the liquor store/Hurry up, we can fit one more”, ela canta como se não fizesse uma década que ela saiu do Ensino Médio. Congele essa faixa até Julho e, então, deixe-a tocar bastante sem jamais tirar do play.

5. Let Me Go: Tão chocante quanto a união dos dois no último ano é o dueto de Avril Lavigne e Chad Kroeger. Essa música fala de uma término de relacionamento bem doloroso. A colaboração “marido-esposa” é tão dramática depois de 4 músicas agitadas que, enquanto as vozes não se misturam completamente, o dueto é forte o suficiente para evitar soar forçado ou remendado.

6. Give You What You Like: A inocência de “17” e “Bitching Summer” acaba aqui, quando chega a hora de ouvir “Give You What You Like”, uma visão angustiante da tentativa de fazer a troca de prazeres físicos combater a solidão. A produção é meio cansativa, mas a performance frágil de Avril nos lembra que a vocalista de “I’m With You” ainda está aqui.

7. Bad Girl: A colaboração de auto nível com Manson é lasciva, desleixada e suja - realmente da forma que essa “porra” deveria ser! Ao passo que Lavigne se contorce e é o centro das atenções, Manson grita incentivando-a, e o público é massacrado com uma série de ideias que levam ao caos.

8. Hello Kitty: Tão convincente quanto a batida de carro que foi “Bad Girl”, “Hello Kitty” tem o efeito contrário: é um tiro ousado num estilo extremamente diferente ao de Avril Lavigne (techno-pop) e o resultado não combinou. No momento em que ela repete pela 20ª vez “Hello Kitty, you’re so pretty”, o ouvinte já está prestando atenção na próxima faixa.

9. You Ain’t Seen Nothing Yet: Lavigne volta aqui ao seu estilo pop-rock e fala de um romance forjado que poderia facilmente ter entrado no álbum “The Best Damn Thing”. A canção não é tão sólida quanto as outras, mas quase chega lá, e vale a pena ser ouvida por conta própria.

10. Sippin’ on Sunshine: A primeira música do álbum que apresenta o baixo em primeiro plano. A canção é uma luz no álbum, uma balada que traduz o refrão de “Here’s To Never Growing Up” para que ela possa ser tocada numa estação de rádio para um público mais adulto.

11. Hello Heartache: “I was champagne/You were Jameson,” lamenta Avril na sua canção mais direta sobre fins de relacionamentos. As vozes atrás cantando “la-la-la” amplifica a dor de Avril e embora o sentimento da música seja bem simples, isso não a deixa menos impactante.

12. Falling Fast: Há momentos em “Avril Lavigne” que a cantora parece preparada para uma reforma country-pop, e “Falling Fast” é o melhor e mais claro exemplo da mudança sutil de Lavigne para o maior gênero de Nashville. O estilo ofegante da canção com elementos suaves de rock e a melodia cristalizada caberiam perfeitamente em um álbum da Taylor Swift.

13. Hush Hush: O principal em toda a composição do “Avril Lavigne” é que ela sempre transmite um significado mais profundo, sem exceder os sinônimos. A música ao piano “Hush Hush” emite uma onda de sentimentos – arrependimento, raiva, desespero, nudês e, finalmente, esperança – e os descompacta organizadamente ao apresentar Lavigne como uma artista pop em que podemos confiar muito para continuar seu trabalho!

Leia a matéria em inglês, aqui.

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